otdi2012. outra exposição, desta vez com a Aline. [Aline que, tal como a Helena, escreve maravilhosamente bem] Duas cabeças pensam melhor que uma só.

Estávamos empenhadíssimas com as nossas investigações. Éramos ambas bolseiras, pagas para investigar e era o que fazíamos, com toda a garra. Estávamos no auge da produção. Para além de escrever, investigar, sonhar, fazíamos cenas na Velha-a-Branca. Programávamos e produzíamos. O Museu já era a minha casa e levei a Aline para casa. E a Aline ficou tão apaixonada como atormentada pela casa. O inverno foi particularmente chuvoso nesse ano e a chuva entrava pelo sótão. E a casa ficou alagada. E não deixamos que a maior parte se estragasse – fizemos o melhor que podíamos, tínhamos acabado de fazer uma formação com o Pavão – mas a senhora dona água não teve pena de nós. O desastre instalado, a irreversibilidade da acção da água, a gelatina descolada. Que lindo que isto é! As imagens desapareceram, ou parte delas, e delas nasceram outras. Temos de expôr isto! E assim foi.

Fizemos a exposição e debruçamo-nos sobre o assunto, ou ao contrário, o que resultou, também, numa comunicação e num artigo que publicamos através da Universidade [Metamorfoses visuais: o tempo no retrato fotográfico]. Hoje escreveríamos, certamente, diferente. À altura, os jornais também escreveram por nós. Só que em vez de “o tempo da imagem”, escreveram sobre o tempo de salvar imagens.

tempofotografia-copy

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